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Textos
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Clóvis Moura - Palmares
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Embora se costume atribuir, mais ou menos arbitrariamente, a data de 1630 para o início da existência plena dos Palmares, pesquisas recentes indicam que desde os primeiros tempos do século XVII as autoridades, como o governador de Pernambuco Diogo Botelho, se preocupavam com o ajuntamento de negros fugidos na região que se estendia da zona ao norte do curso inferior do São Francisco, em Alagoas, até às vizinhanças do cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Uma expedição comandada por Bartolomeu Bezerra havia sido mandada, entre 1602 e 1608, para exterminar o agrupamento rebelde. Entretanto, o assombroso crescimento do quilombo deu-se efetivamente a partir de 1630, quando as guerras com os holandeses desarticularam momentaneamente a economia e a organização açucareiros, relaxando a vigilância dos senhores.
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A conspiração escrava de Campinas, 1832 : rebelião, etnicidade e família
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Ricardo Figueiredo Pirola
A conspiração escrava de Campinas, 1832 : rebelião, etnicidade e família
Dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de
História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da
Universidade Estadual de Campinas sob a orientação
do Prof. Dr. Robert W. Slenes.
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Milton Santos - Ser Negro
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Ser negro no Brasil hoje
Ética enviesada da sociedade branca desvia enfrentamento do problema negro.
Há uma frequente indagação sobre como é ser negro em outros lugares, forma de perguntar, também, se isso é diferente de ser negro no Brasil. As peripécias da vida levaram-nos a viver em quatro continentes, Europa, Américas, África e Ásia, seja como quase transeunte, isto é, conferencista, seja como orador, na qualidade de professor e pesquisador.
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Comunidades do Vale do Guaporé
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RELATÓRIO HISTÓRICO, ANTROPOLÓGICO E SOCIOECONOMICO DA COMUNIDADE DE REMANESCENTES QUILOMBOLAS DE JESUS1.
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PIERRE DOMINIQUE TOUSSAINT-BRÉDA
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Após um artigo de Demetrio Magnoli no Jornal Folha de São Paulo sobre o Haiti, fui pesquisar qual era a verdadeira Historia daquele povo e as razões de seu atual sofrimento e me deparei com a vida de: Pierre Dominique Toussaint-Bréda, denominado o Spartacus Negro. Depois entendi o fato das elites brasileiras buscarem desesperadamente no século XIX o embranquecimento do Brasil.
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Plano de revolta escrava em São Matheus, norte do Espírito Santo, Brasil, em 1884
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Este artigo ressalta o papel da imprensa e o da polícia ante a denúncia de um plano de revolta escrava. Planejado para ocorrer em meio às comemorações em louvor a SantAnna, no dia 27 de julho de 1884, em São Matheus, norte da Província do Espírito Santo, com a finalidade de promover a emancipação geral dos escravos do município. Ao longo do século XIX, os escravos aproveitavam o momento das comemorações religiosas para planejar grandes revoltas. Os fatos verificados em São Matheus elucidam um pouco mais este costume, bem como o papel da imprensa, ao ocultar os eventos capazes de promover o pânico na sociedade da época.
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Quilombolas têm mais de mil comunidades na região amazônica
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As comunidades negras rurais estão presentes na região desde o século 18 e são consideradas elementos preservadores da floresta; governo federal vai lançar PAC quilombola para atender a essa população
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QUILOMBOLAS E A REFLEXÃO SOBRE AÇÕES AFIRMATIVAS NA UESB
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A imobilidade a que está condenado o colonizado
só pode ter fim se o colonizado se dispuser a por termo
à história da colonização, à história da pilhagem,
para criar a história da nação, a história da descolonização.
Franz Fanon
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Carta Manifesto Tainã/Rede Mocambos ao Presidente Lula - Novembro 2006
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Carta Manifesto entregue ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural, onde a Casa de Cultura Tainã foi uma dos contemplados com o prêmio entregue pelo Presidente Lula e o Ministro da Cultura Gilberto Gil. A Orquestra Tambores de Aço se Apresentou durante a cerimonia.
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Pesquisando o movimento negro no Brasil
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Influenciada pela luta anti-racismo na África e nos Estados Unidos, a militância brasileira cresceu nos anos 1970 e hoje colhe grandes conquistas
Verena Alberti e Amilcar Araujo Pereira
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Mulheres Negras
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Quais mulheres negras são heroínas e símbolos das lutas anti-racista e anti-racialista do MNS?
Por: Almir da Silva Lima
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Declaração dos Diálogos contra o Racismo em defesa das políticas de Ação Afirmativa.
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Encontram-se para análise e deliberação no Supremo Tribunal Federal (STF) duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade relacionadas ao tema da reserva de vagas em instituições do ensino superior para estudantes negros e indígenas, as chamadas cotas. Trata-se de um debate necessário, no qual a sociedade brasileira espera que o STF tenha o discernimento necessário para reafirmar escolhas históricas que o Brasil começou e precisa continuar a fazer.
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Prêmio Territórios Quilombolas 2ª Edição
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Apresentada na forma de coletânea, “Prêmio Territórios Quilombolas 2ª edição” reúne os trabalhos premiados nas categorias “Ensaio Inédito” e “Experiências e Memórias” da edição 2006 do concurso, que teve o objetivo de fomentar a participação das comunidades e desenvolver o pensamento crítico, para dar subsídios à formulação de políticas públicas. Organizada pelo Ppigre/MDA e NEAD/MDA
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Comunidade Negra Rural: um velho tema, uma nova discussão
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Interessa aqui a percepção de como os grupos sociais agora denominados remanescentes de quilombos ao longo do tempo receberam várias outras designações. Estas, genericamente, foram emitidas de fora para dentro. Raras são as designações originadas a partir da visão interna desses grupos sociais. A princípio, estas unidades sociais foram designadas de comunidades negras, pelo movimento social. A designação, contudo, foi logo reconhecida como uma categoria complexa, de significação muito abrangente, podendo ser empregada para indicar qualquer situação social em que os agentes a ela referidos se auto-representassem como “pretos” e/ou descendentes de escravos africanos que vivessem em meio urbano ou rural. Em virtude disto, ainda que essa designação não perca o caráter genérico, o referido movimento prefere utilizar, no momento, atual a denominação comunidades negras rurais. De modo particular, a nossa experiência de trabalho de campo com áreas assim classificadas inicia-se exatamente em agosto de 1986. Os primeiros contatos foram feitos com a finalidade de verificar e registrar, localmente, a existência de conflitos pela disputa da terra, nos Estados de Goiás (LINHARES, MOTA e SPRANDEL, 1986) e Maranhão, no período da Assembléia Constituinte. Em 1988, no Maranhão o Projeto Vida de Negro, vinculado à Sociedade Maranhense de Defesa dos Direitos Humanos/SMDDH e ao Centro de Cultura Negra do Maranhão/CCN, iniciou o levantamento das situações sociais passíveis de reconhecimento pelo artigo 68 do ADCT e de seus respectivos territórios.
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Levantamento Etnobotânico em Quintais de Comunidades Remanescentes de Quilombos
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O estado de São Paulo possuía 81,8% de sua área com cobertura florestal, entretanto devido à exploração madeireira, à expansão das atividades agropecuárias e ao processo de urbanização, restam atualmente menos de 5%. Nesse contexto o Vale do Ribeira, concentra uma riqueza florestal de elevada importância, já que possui os maiores e mais contínuos remanescentes florestais de Mata Atlântica do estado (Borges 1997, Pavan 1999). A Mata Atlântica é considerada um dos ecossistemas com maior biodiversidade do mundo, uma vez que apresenta alta diversidade de espécies vegetais e animais, elevada variação de habitats e ainda, altas taxas de endemismo.
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Prêmio ABA/MDA Territórios Quilombolas
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Coletânea que reúne dois ensaios e os primeiros resultados dos três projetos de pesquisa selecionados na edição 2005 deste concurso. O prêmio foi concebido para estimular a pesquisa sobre comunidades remanescentes de quilombos que reivindicam o direito à titulação das terras onde vivem e trabalham. Essa ediçã do Prêmio foi destinada a pesquisadores em formação nos programas de pós-graduação em Antropologia, resultado da cooperação entre a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), MDA e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As pesquisas contidas no livro apresentam uma variedade de situações vivenciadas por negros, de norte a sul do país.
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Margarida Alves: II Coletânea sobre Estudos Rurais e Gênero
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Resultado da 2ª edição do Prêmio Margarida Alves de Estudos Rurais e Gênero, cuja realização fez parte de cooperação entre MDA – por meio do NEAD e Ppigre – com a ABA, a Anpocs, a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, a Fetraf-Brasil, a CNMTR, o MIQCB, o MMTR-NE e o MST. Nesta coletânea, são apresentados os trabalhos premiados no 2º concurso. Desta vez o Prêmio incluiu a categoria Experiências e Memórias, e as organizações de mulheres como parte da Comissão Julgadora. No livro tem destaque o registro da lua das mulheres, com atenção especial para as quilombolas e quebradeiras de coco babaçu.
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ANCESTRALIDADE E PERTENCIMENTOS COMO ESTRATÉGIAS DE RECONHECIMENTO DE DIREITOS
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A cisão entre as concepções de cultura e natureza produziu uma visão de meio ambiente
sem a inclusão do ser humano e, por conseguinte, uma aplicação do Direito Ambiental
sinuosa entre as proteções da natureza não humana, do ser humano, do patrimônio
cultural e ambiental. Uma diversidade que exige um paradigma entre o
antropocentrismo e um ecologismo não social, que valorize todas formas de vida
incrustadas na complexidade do contexto atual e emergente.
A referida empiria conta, pelo menos, com dois níveis de complexidade: a
complexidade da vida em geral, pela diversidade das espécies e a complexidade de cada
espécie pela diversidade endoespécimes.
Na espécie humana, a diversidade produziu historicamente assimetrias, que negam os
direitos fundamentais de liberdade e igualdade, com fundamento no não
reconhecimento da diversidade de identidades dos sujeitos de direito.
Assimetrias estas que se incorporaram a identidades que se definem pelas imagens
lembradas do passado e a do presente, num encadeamento de fatos e imagens traduzidos
pela memória que os seleciona, interpreta e reinterpreta-os e, com isso, o narrador
também interpreta a si próprio pelas lentes do tempo presente, numa espécie de poética
da vida social, que resulta em quadros interpretativos da sociedade da qual emergem.
A possibilidade de existência e de instituição dessas identidades se dá pelas vias da
integração social: direito, economia, religião, dentre outras.
O presente artigo é parte de um trabalho de investigação sobre a produção de
desintegração social na aplicação de direitos ambientais que adotou a concepção de
meio ambiente divorciada de cultura e, com isso, negou direitos a populações locais,
resultando numa relação crísica, que já perdura por trinta anos.
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Encontros, desencontros e reencontros na trajetória da comunidade remanescente do quilombo Caçandoca: Identidade e Territorialidade. Elaine Regina Branco
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Ameaça Negra, João José Reis
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Fustigando com suas ações o regime escravista, quilombolas assombravam o dia-a-dia de senhores e funcionários da colônia.
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Quilombos e Revoltas Escravas no Brasil. João José Reis. Dossiê Povo Negro - 300 anos. Revista USP n.28
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Embora não tivessem sido as únicas formas de resistência coletiva sob a escravidão, a revolta e a formação de quilombos foram das mais importantes. É difícil, porém, em muitos casos, distinguir um do outro. (...) Os quilombolas inúmeras vezes saíram de seus esconderijos para sublevar a escravaria de engenhos e fazendas, identificando-se perfeitamente ao que entendemos por revolta.
(...) O próprio termo quilombo derivaria de kilombo, uma sociedade iniciática de jovens guerreiros mbundu adotada pelos invasores jaga (ou imbangala), estes formados por gente de vários grupos étnicos desenraizada de suas comunidades.
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tambores
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musica
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Baobá: comunicação da resistência
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Beth de Oxum, Rede Mocambos, TC, Rádio Amnésia, Quilombo do Campinho, Fórum das Comunidades Tradicionais, redes, tecnologia, comunicação, mídia livre, quilombolas. A cultura popular em conjugação com o digital. A rede como canal de luta das "terras de pretos". Baixe o livro aqui...
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Contribuição dos Povos Africanos para o Conhecimento Científico e Tecnológico Universal
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Afroetnomatemática, África e Afrodescendência
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Por Henrique Cunha Junior
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João Candido
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Em 1968, João Candido (JC), o Almirante Negro, líder da Revolta da Chibata de 1910, concedeu um longo depoimento ao Museu da Imagem e do Som, no Rio de Janeiro. As perguntas são do historiador Helio Silva (HS) e de Ricardo Cravo Albin (RCA), então diretor executivo do MIS, publicadas em João Cândido: o almirante negro ( Gryphus/MIS, 1999).
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